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A Torre Negra vol. 2 - A Escolha dos Três


Autor: Stephen King
Editora: Donald M. Grant, Publisher
Editora no Brasil: Objetiva – Suma de Letras
Ano: 1987
Páginas: 416

Sinopse: Com incansável imaginação, Stephen King dá continuidade à magistral saga épica A Torre Negra, iniciada com O Pistoleiro. A Escolha dos Três, segundo volume da série, lança o Roland de Gilead em pleno século XX, à medida que ele se aproxima cada vez mais de sua preciosa Torre Negra.
Um derradeiro confronto com o homem de preto revela a Roland, nas cartas de um baralho de tarô, aqueles que deverão ajudá-lo em sua busca pela Torre Negra: o Prisioneiro, a Dama das Sombras e a Morte. Para encontrá-los, o último pistoleiro precisará atravessar três intrigantes portas que se erguem na deserta e interminável praia do mar Ocidental. São portas que o levam a um mundo diferente do seu, em outro tempo, de onde ele deverá trazer seus escolhidos: Eddie Dean, um viciado em heroína da Nova York dos anos 1980; Odetta Holmes, uma ativista pelos direitos dos negros da década de 1960; e o terceiro escolhido, a Morte, que vai embaralhar mais uma vez o destino de todos.
Ao término da leitura do segundo livro da Torre Negra de Stephen King o sentimento é de ter se deparado não com uma história em que a cada livro há uma nova aventura para o protagonista, mas sim com uma história única, em que cada livro da série funciona como um grande capítulo de uma história ainda maior, que ao ser reunido, forma a grande e épica história de Roland Deschain em busca da misteriosa Torre Negra.

Em A Escolha dos Três vemos o ambiente inóspito e misterioso, quase medieval, de Roland ser substituído pelo nosso universo. Sim, o nosso, mas ambientado entre as décadas de 60 e 80. Se acha estranho isso ser incluído numa saga que no volume anterior era praticamente um misto de faroeste com idade média, imagine a forma com que King insere isso na história.

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A Torre Negra vol. 1 - O Pistoleiro: O início da saga fantástica de Stephen King


Autor: Stephen King
Editora: Donald M. Grant, Publisher
Editora no Brasil: Objetiva – Suma de Letras
Ano: 1982 / 2005
Páginas: 221

Sinopse: Este livro é o primeiro dos sete volumes de série A Torre Negra, obra mais ambiciosa do escritor Stephen King. "O Pistoleiro" apresenta ao leitor o fascinante personagem de Roland Deschain, último descendente do clã de Gilead, e derradeiro representante de uma linhagem de implacáveis pistoleiros desaparecida desde que o Mundo Médio onde viviam "seguiu adiante". Para evitar a completa destruição desse mundo já vazio e moribundo, Roland precisa alcançar a Torre Negra, eixo do qual depende todo o tempo e todo o espaço, e verdadeira obsessão para Roland, seu Cálice Sagrado, sua única razão de viver. O pistoleiro acredita que um misterioso personagem, a quem se refere como o homem de preto, conhece e pode revelar segredos capazes de ajudá- lo em sua busca pela Torre Negra, e por isso o persegue sem descanso. Pelo caminho, encontra pessoas que pertencem a seu ka-tet - ou seja, cujo destino está irremediavelmente ligado ao seu. Entre eles estão Alice, uma mulher que Roland encontra na desolada cidade de Tull, e Jake Chambers, um menino que foi transportado para o mundo de Roland depois de morrer em circunstâncias trágicas na Nova York de 1977. Mas o pistoleiro não conseguirá chegar sozinho ao fim da jornada que lhe foi predestinada. Na verdade, sua aventura se estenderá para outros mundos muito além do Mundo Médio, levando-o a realidades que ele jamais sonhara existir. Inteiramente revista pelo autor, esta primeira edição brasileira de "O Pistoleiro" traz também prefácio e introdução inéditos de King
Tive o prazer de fazer minha iniciação na maior (em tamanho) obra de um dos meus autores favoritos e grande inspirador: A Torre Negra, de Stephen King. Quem já leu um pouco da obra de King sabe dos incríveis abismos de insanidade e genialidade que rodeiam boa parte de suas obras de fantasia, e a Torre Negra, talvez, seja o maior desses abismos. Nas semanas seguintes irei trazer para vocês uma série de resenhas de toda a série da Torre Negra, que possui ao todo sete volumes que foram escritos por King entre os anos de 1982 e 2003.

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Os Irmãos Sister: Uma feliz surpresa disfarçada de faroeste


Autor: Patrick de Witt
Editora: Ecco
Editora no Brasil: Planeta
Ano: 2013
Páginas: 208 
Sinopse: Em Os irmãos Sister, Patrick de Witt faz uma homenagem ao universo clássico do Velho Oeste, transformando o cenário comum em uma inesquecível viagem cômica com personagens marcantes – perdedores, trapaceiros, românticos, confusos – e uma narrativa empolgante. Uma ficção histórica sobre os anos 1850 que mostra dois irmãos unidos pelo sangue, a violência e o amor. O Velho Oeste não foi mais o mesmo depois que eles chegaram. Será que você conseguirá acompanhar o gatilho desses dois irmãos? Cuidado! Você está na mira deles!

Mais um livro que foi presente de aniversário, e apesar de ter demorado muito para dar uma chance a ele, fiquei tão satisfeita e surpreendida com o livro que até agora estou dando chineladas em mim mesma por não tê-lo lido logo que o ganhei. Começando pela capa super criativa e que representa muito bem o conteúdo do livro. Além disso, o volume tem poucas páginas e apesar de ser ambientado em 1851, a leitura é fluida, com linguagem simples, sem enrolação e sem ser seco. A escrita é perfeita, cada página é um mergulho profundo no Velho Oeste, fazendo da experiência da leitura muito vívida, especialmente se você já tiver visto filmes de Western ou ambientados na Califórnia daquela época.
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Dexter é Delicioso: Assassinato ou stand up comedy?


Autor: Jeff Lindsay 
Editora: Orion Books Limited 
Editora no Brasil: Planeta 
Ano: 2010 
Páginas: 352
Sinopse: A vida organizada de Dexter Morgan é desestabilizada pela chegada de sua primeira filha. Pela primeira vez ele sente que tem força suficiente para sufocar os desejos de seu Passageiro Sombrio, a voz que sempre sussurra dentro de sua cabeça, escolhendo novas vítimas e guiando Dexter em suas empreitadas perigosas. Ao mesmo tempo, ele é convocado para investigar o desaparecimento de uma menina de 17 anos, Samantha Aldovar, que faz parte de um grupo gótico em que os indivíduos se declaram vampiros. Conforme chega mais perto da verdade, com a ajuda de sua irmã Deborah, ele percebe que está lidando com algo muito mais sombrio do que um simples clube de adolescentes fãs de Crepúsculo... Os raptores de Samantha querem muito mais do que sangue… e estão especialmente interessados em Dexter.

Fã assídua da série televisiva “Dexter”, não era de hoje que eu tinha curiosidade de ler os livros que serviram como base para a produção. No meu aniversário desse ano, ganhei de presente da Adla o quinto volume da série de Dexter, e apesar da demora, finalmente pude dar meu veredicto sobre o exemplar.

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Manual de Animes: Soul Eater



Autor: Atsushi Okubo
Direção: Takuya Igarashi
Ano Mangá: 2003
Ano Anime: 2008
Episódios: 51
Sinopse: O anime conta a história de uma escola fictícia chamada Shibusen, localizada no estado americano de Nevada, criada para eliminar os Ovos de Kishins, que são seres que devoram a alma de humanos para se tornarem mais poderosos, e as bruxas que vivem aterrorizando o mundo. Os encarregados de eliminar esses seres são os artesãos, que além de eliminar os Kishins, devem ajudar suas armas a se tornarem Death Scythes (armas da morte), para o Shinigami-Sama (Diretor e criador da Shibusen) usar como sua própria arma. Os artesãos devem fazer suas armas devorarem 99 Ovos de Kishin e uma alma de bruxa para serem Death Schythes.

Comecei a assistir Soul Eater por puro acaso. O anime nem estava na minha lista, quando me ofereceram os 51 episódios já baixados. Como eu estava sem anime para ver, e ainda teria que fazer o download dos que estavam na minha lista, resolvi dar uma chance para Soul Eater, que já chama muito atenção pela abertura elétrica e chicletinha. A história do anime diverge da história do mangá, que ainda teve continuidade além do desfecho proposto na versão animada.
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Livros X Filmes: O amor e ódio por adaptações cinematográficas da literatura


Quando se trata de adaptações literárias para o cinema a opinião dos leitores é unânime: O livro é melhor. Além disso, a popularização das adaptações de best-sellers, iniciada pela querida e adorada saga Crepúsculo, fez com que ao menos uma vez a cada semestre tenhamos o título de um livro estampado nos corredores de estreia do cinema.

Isso é algo bom ou ruim?

A princípio, sim, é algo bom. Significa que a literatura tem ganhado seu espaço na cultura pop, e de certa forma, um filme atrativo pode sim, ser capaz de convencer certas pessoas a procurarem pelo livro. Mas o problema, e que atinge não apenas à literatura convencional, como também o mundo dos quadrinhos, é que as adaptações, viraram algo tão explorado ultimamente, que ao que me parece virou uma mercadoria puramente capitalista.
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Especial Dia Nacional do Livro: Lara Franco

Essa estante costumava ser minha "Meta de Leitura", mas a falta de espaço a transformou nisso aí
No segundo post do Especial Dia Nacional do Livro eu, Lara Franco, resolvi trazer pra vocês não só a minha estante, mas também muito da literatura infanto-juvenil responsável por despertar o gosto da leitura em mim. Além disso, também vou comentar brevemente as “fases” literárias que eu passei na minha jornada até aqui, que não foram poucas e duvido que estejam perto de acabar.

Desde que comecei a ler sempre fui muito entusiasmada em relação aos livros, ainda no ensino fundamental tive meu primeiro contato pra valer com literatura infanto-juvenil, e o laço que formei com certos autores e livros foi tão forte, que tenho certeza de que, caso cruzasse novamente com alguma de suas obras, mesmo com quase 20 anos na cara, ainda pararia por um tempo para lê-las. Dentre os autores que acredito terem sido fundamentais para meu gosto pelos livros estão o maravilhoso Pedro Bandeira, Ziraldo, Maurício de Sousa e o austríaco Thomas Brezina.
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Bonequinha de Luxo: Audrey Hepburn encantando carteiras e corações



Direção: Blake Edwards
Roteiro: George Axelrod (Baseado no Best-Seller de Truman Capote)
Duração: 114 minutos
Ano de lançamento: 1961
Gênero: Comédia Romântica

Sinopse: Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma garota que vive em Nova York e que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany’s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica.

Neste fim de semana me rendi a Audrey Hepburn. A atriz belga protagonista de Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s) é, sem dúvida, o maior motivo de eu ter decidido ver este filme, pra começo de conversa. E não é sem motivo: ela rouba todo e qualquer olhar nesse filme.

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Take the Shot: Centuries


... and just a mistake. It’s all it will take.

Ela pisa duro. Tão duro que o chão parece tremer ao redor. E não é porque ela é gorda ou algo do tipo, é por causa da sua essência. Desde o começo, desde a primeira vez que a vi, eu senti o peso de seu espírito glorioso. E depois de tudo, um espírito glorioso talvez seja a única coisa que a faça andar de cabeça erguida pela praça José Wilker.

Eu a observo de longe, e à distância ela parece se mover em slow motion, mas apenas à distância, porque de perto ela é dura e veloz. Ao menos agora.

Em um momento de loucura, me deixo encará-la. E ela percebe. Percebe e retribui a olhadela com o par de misseis azuis, que também podem ser chamados de olhos.

Mas os misseis não chegam a disparar, ela logo desvia a rota, e faz questão de deixar bem claro em sua postura, em seu modo de apertar as mãos e abaixar a cabeça enquanto aperta o passo, que ela não quer me ver nem pintado de ouro.

Sozinho, ranjo os dentes e lamento em silêncio.
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Manual de Animes: Shingeki No Kyojin - Ataque dos Titãs


Autor: Hajime Isayama
Direção: Tetsurō Araki
Ano Mangá: 2010
Ano Anime: 2011
Episódios: 25 + 3 OVAs

Sinopse: A história ocorre num mundo onde a restante parte da população humana vive dentro de uma cidade cercada por enormes muros construídos com o fim de controlar o súbito aparecimento dos titãs - criaturas humanoides gigantescas, que devoram humanos sem motivo aparente. A história tem em foco Eren Jaeger e a sua irmã adotiva Mikasa Ackerman, cujas vidas foram mudadas para sempre, após o aparecimento de um titã colossal que destruiu parte da muralha da cidade, permitindo a entrada de vários titãs na cidade.

Talvez Shingeki no Kyojin seja o anime mais falado do momento. Com traços e animação de encher os olhos de qualquer otaku mais exigente, Shingeki No Kyojin traz de forma maestral o misto de ação, emoção e reflexão que Neon Genesis Evangelion tanto se esforçou para trazer, mas se perdeu no meio do caminho. Com cenas impactantes e roteiro de dinâmico, o anime não dá muitas tréguas para recuperar o fôlego.
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Espíritos de Gelo: o misto ousado de violência, sexo e cultura pop que deu certo



Autor: Raphael Draccon                                       
Editora: LeYa
Ano: 2011
Páginas: 175

Sinopse: Um homem acorda acorrentado com os braços para cima em uma sala escura, com dois torturadores vestidos com detalhes masoquistas ao lado e um interrogador baixinho, vestido com roupas sociais e uma camisa surrada do Black Sabbath. Eles o informam que ele acordou em uma banheira sem um rim e sofreu um choque amnésico, que o impede de lembrar os detalhes. Assim sendo, eles partem do princípio de que outros choques traumáticos podem desbloquear essas memórias, se necessários. E se iniciam as piores partes. O livro faz referências à lenda urbana da banheira de gelo, às lendas ao redor da história do rock’n roll e até às motivações e psicologia ao redor da criação de lendas urbanas.

Depois de ler “A Batalha do Apocalipse”, do Brasileiro Eduardo Spohr, confesso que minha curiosidade pelo seu concorrente no gênero de fantasia nacional, Raphael Draccon ficou atiçada. Famoso por ser o autor da saga dos “Dragões de Éter”, Draccon, assim como Spohr, já possui uma legião de fãs apaixonados por seu universo.

Mas foi a falta de verba desta que vos fala que fez com que eu comprasse um livro fora do gênero fantástico, mas de um outro que eu confesso ser apaixonada: thriller. Ah! Como eu amo thrillers! Mas os anos fizeram de mim cobra criada em relação ao gênero, especialmente pelo Sr. Stephen King, preciso dizer que é preciso de certo esforço para me impressionar.
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A Batalha do Apocalipse: Fantasia nacional com tropeços, mas ainda uma grande promessa


Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus Editora
Ano: 2013
Páginas: 586

Sinopse: Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.
Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.
Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.

Após longos meses alternando a leitura com as atividades da faculdade e do trabalho, finalmente chega ao fim a minha jornada com o “A Batalha do Apocalipse”, do brasileiro (que eu mal conheço e já considero pacas), Eduardo Spohr. O livro foi a minha primeira experiência com a literatura fantástica nacional, que, apesar de me deixar orgulhosa feito uma mãe coruja, ainda tropeça no que tange à enredo.

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Neon Genesis Evangelion: Anime inteligente e reflexivo, mas que peca nos excessos


Na última semana resolvi assistir um anime clássico dos anos 90, que eu já conhecia por ter visto dois, dos quatro filmes, há mais ou menos um ano. Neon Genesis Evangelion, ou simplesmente Evangelion, traz uma trama que se passa em um Japão pós apocalíptico, com muita ação, sangue e reflexões sobre a humanidade. A trama gira em torno de Shinji Ikari, um garoto introvertido e ressentido com o pai, que é escalado para pilotar uma das Unidades Evangelion, e proteger a humanidade dos chamados “Angels”.

Criador: Yoshiyuki Sadamoto; Hideaki Anno

Ano: 1994

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Take the Shot: Mimidae

Os olhos cinzentos de Brandon caíram tediosos sobre o jovem Petyr, como se neles residissem a certeza de que ao seu próximo golpe, Petyr seria derrotado. Mindinho se limitou a cuspir o sangue acumulado em sua boca e o encarou de maneira feroz, sem deixar que sua expressão entregasse o medo e a dor que sentia. Buscou o rosto de Catelyn rapidamente, seus olhos azuis se mantinham fixos na batalha, apreensivos, enquanto suas mãos aflitas torciam um lenço.

- Renda-se Mindinho! Não quero machucá-lo – A voz de Brandon Stark era como um trovão raivoso ecoando no mais silencioso vale. Petyr apenas negou com a cabeça e apertou a espada nas mãos com mais força.

O rapaz Stark soltou um urro furioso enquanto enfim avançava na direção de Mindinho para deferir seu golpe. Ao som do grito, Petyr deu dois passos para trás e sentiu a água fria do riacho submergir seus pés até tocar seus tornozelos. A espada de Brandon vinha certeira na direção de suas costelas, quando em um ímpeto de força e coragem, Petyr defendeu-se daquele golpe, fazendo com que os aços de suas espadas se chocassem e ressoassem por todo o lugar.
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Take the Shot: Misery

Estrelas salpicavam o enorme céu negro sobre sua cabeça. Olhando para elas, em sua organização desorganizada, desejava reconhecer as constelações. Desejava conhecer o segredo por trás de tanto brilho. Mas era leigo nesses assuntos, não saberia reconhecer o cruzeiro nem se ele estivesse debaixo de seu nariz. Tudo que seus olhos viam eram pontos brilhantes no céu. Brilhantes demais para um dia tão ruim.

As luzes amarelas dos postes banhavam John quase como um holofote, ele era a atração principal daquele show sem plateia. Atado a uma cadeira, sentia as mãos ficarem dormentes amarradas atrás do encosto. Os tornozelos estavam atados com semelhante intensidade e sentia os cordões se afundando em sua pele “Vai deixar uma marca feia para quando a polícia encontrar meu corpo”, ele pensou tristemente.

Na sua frente, apenas uma parede velha, ninguém nem sequer havia se incomodado em grafitá-la. Se ele soubesse de existência daquela parede alguns meses antes poderia muito bem ter sido o primeiro a fazer uma arte ali, mas agora era tarde demais pra pensar em traquinagens.

Suspirou na cadeira de madeira, já estava quase se sentindo parte dela. Estavam demorando demais, era injusto que o deixassem tanto tempo esperando. A espera estava deixando-o inquieto, ou pior, esperançoso. Talvez aquilo só fizesse parte da tortura.
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Manual de Animes: Naruto

O Manual de Animes está de volta, e este post irá falar sobre Naruto. A aceitação de Naruto diverge opiniões: ou você ama ou você odeia, não tem meio termo. Assim, quem ama supervaloriza o anime (quem ama vai dizer que é o melhor anime de todos, não é?), e quem odeia (geralmente por ser um anime bem famoso, e também pelo criador dar muitas voltas na história) o subestima. Eu faço parte dos que amam e supervalorizam, então vou tentar ao máximo ser imparcial nesse post.

Para mim, Naruto é um anime complicado para se comentar. Além de ser longo (até o momento que escrevi isso eram 591 episódios), o mundo que os personagens estão inseridos é difícil de compreender no início. Pelo menos a história é linear, ao contrário de alguns outros animes longos, que cada arco é uma história diferente.

Criador: Masashi Kishimoto

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Trilogia Irmãos Wolfe: A adolescência nunca foi tão agridoce


Autor: Markus Zusak
Editora: Omnibus Books (The Underdog e Fighting Ruben Wolfe); Pan Macmillan Australia (Getting the Girl)
Editora no Brasil: Bertrand Brasil (O Azarão e Bom de Briga); Intrínseca (A Garota que Eu Quero)
Ano: 1999, 2000, 2001

Que Markus Zusak é meu autor preferido, isso não é novidade. E confesso que seu nome impresso nas capas que despertou minha curiosidade pela série. Mas não foi seu nome que me fez amar com todas as forças cada um desses livros, que de bobinhos, não tem nada.

Como eu disse na resenha de “Eu sou o Mensageiro”, publicada alguns meses atrás, Markus Zusak não é o autor que você pensa que é, seu maior sucesso, não o define e não passa nem perto de definir. Para que não sabe, ele é especialista em literatura juvenil e inclusive, o segundo livro da série, “Bom de Briga”, lhe rendeu o prémio CBCA Children's Book of the Year Award na categoria “Old Readers”, que é a categoria que exige certo grau de maturidade dos leitores.
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HQs para Iniciantes #5: Brasileirinhos



No post final da série especial de quadrinhos para iniciantes, nada mais justo de eu falar dos grandes nomes nacionais. Não tem como falar em nomes brasileiros dos quadrinhos sem citar aqueles que fazem a cabeça da criançada (de muito adulto por aí) até hoje: A Turma da Mônica, de Maurício de Sousa.

Baseada na própria filha do autor, Mônica e seus amigos são um grande compilado de cultura, humor e bons ensinamentos para qualquer leitor. De desenhos pouco complexos, mas bem detalhados, a turminha é hoje símbolo dos quadrinhos nacionais. Criado em 1963, o universo de Sousa já ultrapassou as fronteiras do papel, tendo ganhado uma série animada para a TV, filmes, Graphic Novels e versão em magakás com os personagens mais crescidos. O resultado disso somam mais de 2.000 publicações por personagem da série. Mas se você pensa que a Mônica é a única que faz sucesso por aqui, você está precisando ler mais quadrinhos (rçrçrçrçrç).
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O Silêncio dos Inocentes: A sedução psicológica de Hannibal Lecter


Autor: Thomas Harris
Editora: St. Martin's Press
Editora no Brasil: Record/ Abril/ Best Bolso
Ano: 1988
Páginas: 318

Sinopse: Cinco mulheres são brutalmente assassinadas em diferentes localidades dos Estados Unidos. Para chegar até o sanguinário assassino, uma jovem treinada pelo FBI entrevista o Dr. Hannibal Lecter, um brilhante psiquiatra, cuja mente está perigosamente voltada para o crime. Ao seguir as pistas apontadas por Lecter, a jovem se vê envolvida numa teia mortífera e surpreendente.

Não há como negar o poder de atração que temas psiquiátricos têm sobre mim. Apesar de não ter nenhuma tendência psicopata, nem querer cruzar meu caminho com um, o tema sempre chama meu olhar. E se tratando de psicopatas, eu não poderia ficar alheia ao maior ícone representativo da classe.
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HQs para iniciantes #3: Graphic Novels


Olá leitores, depois de uma semana sem postar voltei com a terceira parte do especial de HQ para iniciantes. Hoje com as maravilhosas Graphic Novels.

Embora eu as tenha citado nos posts anteriores por alto, achei que esse tipo de quadrinhos merecia um post exclusivo, especialmente por que esse tipo de HQ talvez seja o tipo ideal para os novatos no assunto.

Em tradução livre, Graphic Novel significa romance gráfico, e são caracterizadas especialmente pela arte diferenciada e pelo fato de, na maioria das vezes, as histórias nelas contidas serem completas. Como eu falei no post anterior, as histórias em quadrinhos normais vêm seriadas, e é preciso ter muita atenção para não comprar uma história pela metade, mas com as Graphic Novels isso não é problema.

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